sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Sede


Eu gosto do jeito que aqueles olhos brilham. Tenho certeza que é luz no escuro aqui do quarto. 
Mensagens veladas flutuam quando eles encontram os meus.
Eu leio solidão, desejo e calmaria.
Um jazz que acalanta alma inquieta.
Promessa de sol de verão. Aquele de fim de tarde que aquece sem queimar. 
A percepção grita por cada poro. 
Mas o silêncio aqui de dentro grita mais alto calando o que não pode ser. 
Há sonhos que sonhos são. E só.
Como reaprender a não andar com os pés no chão?
Eu queria flutuar por sentir. E me aprofundar nos poços profundos do que aqueles olhos dizem. 
Saciar minha sede.
Milhões de vezes.
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Criado por: Ana Beatriz Miranda.
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