domingo, 8 de julho de 2012

Mente, espinha e coração

Como encontrar o seu ponto de equilíbrio para se ter mente, alma e coração em sintonia?
Eu sei que há várias estradas para um mesmo destino e que o método para descobri-las é o mesmo: tentativa e erro. 
Sei também que é preciso se jogar de cabeça no abismo, assim, às cegas. E se deixar sentir. Tudo o que vier. 
Com a experiência, você aprende a dosar os sentimentos. Menos decepção, menos espera, menos dor, bem menos. Ora, novidades envelhecem. 
Depois das consequências dos tombos, rasteiras e buracos pelo caminho, percebemos-nos em plena calmaria. 
O que antes estava em carne viva, agora é só uma pálida cicatriz. Já se esbravejou, sangrou e amaldiçoou. Uma hora você deixa de se importar e pronto. 
De súbito, uma paz te invade, uma serenidade te envolve e você dá de cara com o equilíbrio ali, pairando no ar. 
O difícil é se manter na corda bamba sem cambalear. Andando em linha reta no tênue limiar dos extremos. Pode bater uma brisa forte e te fazer cair. 
Um vislumbre inesperado, uma fofoca indesejada, as tantas sensações sinestésicas - uma música que me traz o cheiro da sua pele, a textura das suas mãos, o calor do seu abraço. O toque do gosto, o som do perfume, a mistura de todos os sentidos.
Pra quem é exagerado, extremista, intenso - oi!, a paz que te faz flutuar se perde e te faz derrapar em lembranças e desejos. 
Calma, respire fundo. Deixe o olhar vaguear solitário em busca do ponto onde se encontrou o equilíbrio. Ele vai achá-lo. 
É que quando encontramos o caminho certo, até podemos nos esquecer de uma curva e nos perder. Mas sempre achamos a harmonia de novo. Acredite.
O mapa está dentro da gente. É só olhar com atenção. 
Tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo.
Pra ser feliz, pra ser livre.
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Criado por: Ana Beatriz Miranda.
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